30 abril 2008

O 25 de Abril em Poesia -



Com flores, com perfumes, com canções,
com crianças correndo na Avenida,
com lagartas, chaimites e canhões
e um cravo na G-3 gritando vida,


com os peitos arfando, e os corações
batendo de alegria desmedida,
subiam e desciam multidões
respirando a manhã reaparecida.


O corpo do meu Povo estremeceu
ao ver a Liberdade ali, à mão,
como uma flor que, súbito, aparece.


E a flor da Liberdade, então, colheu,
colocando-a bem junto ao coração
para que Abril ali permanecesse.



Fernando Peixoto


(Agradeço ao Amigo Albino Santos o envio deste poema)

2 comentários:

Brancamar disse...

Ol� Lumife,
Obrigada pela divulga�o que sempre fazes de belos poemas e dos nossos poetas. Mais um poema de Fernando Peixoto, com Abril a vibrar na for�a das suas palavras.
Um beijinho para ti.

Vieira Calado disse...

Excelente poema, sobre o ideal de Abril.
Abril, sempre!


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